O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) verificou em resultados de analises monoetilenoglicol como contaminante de propilenoglicol em lotes de produtos além daqueles inicialmente detectados.
Até o momento são cinco empresas que tiveram determinação de recolhimento de seus produtos após detecção do uso de dois lotes de propilenoglicol contaminados com monoetilenoglicol, adquiridos da empresa Tecno Clean.
O propilenoglicol é um insumo utilizado pelo setor industrial na fabricação de alimentos para humanos e animais. O uso é permitido desde que seja adquirido de empresas registradas.
As investigações continuam para detectar a existência de mais empresas igualmente não registradas no MAPA e que há suspeitas de que tenham comercializado produtos de grau industrial como se possuíssem grau alimentício ou farmacêutico diretamente a outros fabricantes da alimentação animal.
As buscas realizadas ainda não determinaram a origem do aditivo utilizado em virtude da falta de rastreabilidade dos envolvidos e da mistura de lotes de aditivos nos diferentes estabelecimentos até o momento identificados.
O MAPA solicitou a todas as empresas que trabalham com alimentos pet que informem se utilizam este produto, determinou o recolhimento nacional de lotes de produtos para alimentação animal de todas as empresas que fabricaram produtos com o propilenoglicol.
E desde o início determinou que as empresas registradas junto ao Ministério suspendam imediatamente o uso em suas linhas de produção de dois lotes da matéria-prima propilenoglicol adquiridos da empresa Tecno Clean.
O MAPA divulgou os resultados encontrados, indicando que esses produtos de alimentação animal foram destinados somente para o mercado interno.
Para que a ação seja imediata o Mapa encaminhou ofício às associações Abinpet, Sindirações, Abiam e Abra para que reúnam esforços na divulgação dos dados junto a seus associados.
Fonte: www.gov.br/agricultura/